


Quando o Toshiba's Akimu Robotic Research Institute criou Kenji, um humanóide de terceira geração, a intenção era emular emoções humanas, principalmente o amor.
Até aí, nada que o filme A.I – Inteligência Artificial não tivesse mostrado em teoria.
O problema foi que Kenji foi além desses sentimentos e transformou-se em uma máquina praticamente possessiva. Uma estagiária do instituto passava várias horas por dia com Kenji para testar o seu sistema e carregar novos softwares – era uma rotina.
Certo dia, porém, quando chegou a hora da moça ir embora, o robô não permitiu que ela saísse do laboratório.
Como um namorado ciumento, Kenji usou seu corpo pesado e mecânico para bloquear a porta. Enquanto ela tentava sair, o robô a abraçava repetidamente. Ela só conseguiu “fugir do cativeiro” quando ligou para dois superiores para que eles aparecessem e desativassem Kenji temporariamente.
Mas eu continuo não acreditando em inteligência artificial.