Ontem foi o que chamamos de "dia de pé no barro" rs
Mas mudando completamente de assunto....
Eu sempre fui uma pessoa cética, mas como toda mulher, sempre dava uma olhadinha no horóscopo do jornal todo dia. Toda vez que eu lia, eu sempre me achava uma idiota fazendo isso e pensava: "É claro que eles têm que dar esses conselhos bobos, são tantas pessoas do mesmo signo que pra uma delas, pelo menos, eles têm que acertar!"
Então eu sempre lia alguns bons conselhos, mas nada que me fizesse agradecer eternamente a boa alma que fazia aquele serviço.
Porém, no ano passado uma coisa engraçada aconteceu... Eu peguei o Metro, como todos os dias, vi algumas das notícias mais importantes e fui pro final ver os quadrinhos e, é claro, o horóscopo. Foi estranho ver uma mensagem que, apesar de estar copiada para tantos outros milhões de pessoas, parecia estar direcionada a mim. Pensei: "É bobagem... mais uma daquelas coincidências".
No outro dia a mesma coisa. E no outro também... e no próximo.
Quem era aquela estranha que só faltava escrever meu nome no início da mensagem e mandar um beijo no final?

O nome dela é Marcia Mattos, ela é formada em Comunicação pela PUC-RJ, Mestre em Comunicação pela UFRJ e Pós graduada em Filosofia pela PUC. É astróloga desde 1984 [eu nem tinha nascido!...rs]. Foi membro fundador da SARJ - Sociedade de Astrologia do Rio de Janeiro.
Criadora dos Softwares de Astrologia:
Astrologia Vocacional
Previsões Diárias

O site dela é: http://www.marciamattos.com.br/


Mas esse negócio de signos ainda me intriga...


Não é totalmente uma farsa como numerologia. Afinal, se você refizer seus cálculos em outra base [a octal ou binária, por exemplo] nada disso vai fazer sentido.
Aqueles horóscopos que descrevem a pessoa e sua personalidade, entram naquelas "coincidências". Eles falam algo bem genérico, para que o maior número de pessoas possa se identificar com seu signo.
É como criar um personagem... só que um que você interpreta o tempo todo. E quanto mais você acredita que é verdade o que dizem, mais se tornará sua realidade.

Pensando bem, talvez eu tenha sido uma trouxa por acreditar que estava certo comigo.




Mas vejamos....
As primeiras cartas estelares do Egito datam de cerca de
4 200 a.C., época em que Astronomia e Astrologia não se distinguiam.
Mas essa procura de presságios no céu, pode ser bem mais antiga.
Na Antiguidade, os sacerdotes caldeus nos legaram a primeira noção de zodíaco. Observaram que o Sol e a Lua cruzavam sempre as mesmas constelações dentro de uma faixa celeste que chamaram de "Caminho de Anu". Contra o fundo de estrelas fixas, cinco estrelas errantes se moviam, os planetas, e seu caminho também se restringia ao espaço delimitado no céu pelo movimento aparente do Sol, a eclíptica. As eclipses eram, aliás, um dos mais importantes presságios para todos os povos antigos.
Na época, a importância da astronomia era totalmente voltada à agricultura.

Astronomia e Astrologia só foram realmente separadas no século XVI, quando o sistema de Copérnico substitui o de Ptlomeu.
Com essa separação, além da popularização, a astrologia também passou a não mais ser considerada séria.
[céticos aplaudem!]
A astrologia passa a ser predominantemente psicológica em lugar de previsiva, sua meta passa a ser o autoconhecimento profundo. Na China, continua a florescer.
O Tibete tem sua astrologia, mais recente, que é usada em diagnósticos médicos, entre outras utilidades.
[Se quiser saber mais, procura no google seu preguiçoso...rs]

No final das contas, acredito que tudo seja uma questão cultural... e acho que sou completamente agnóstica quanto a isso também.
A única coisa que tenho certeza é que, pelo menos nos dias de hoje, eu nunca ia ficar observando o céu pra ver que o Sol e a Lua cruzam sempre as mesmas constelações.
Então vou procurar um pouco mais sobre Carl Sagan e Kepler, pois como uma boa nerd que sou estou com saudade da física e da matemática......rs

Indico esse vídeo pra vocês. É uma reflexão com a narração de Carl Sagan referente à uma imagem que retornou da Voyager, era a Terra vista a 6,4 bilhões de quilômetros de distância:


Pálido Ponto Azul